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Gazeta do Povo: Instituto auxilia empresas a investir em projetos sociais

De um lado, muitas empresas querem investir em projetos sociais, mas não têm experiência nem sabem se podem confiar nas instituições da área. De outro, a grande maioria das organizações sociais vive na corda bamba, dependendo de um único mantenedor ou de convênios com o governo.

O objetivo do Instituto Ajuda Paraná, fundado no início deste ano, é aproximar essas duas pontas, auxiliando as empresas a doar para iniciativas confiáveis e atraindo recursos para as organizações que trabalham bem.“Além de não existir uma cultura de doação no Brasil, muitos empresários não confiam em organizações sociais. Existe a impressão de que elas são pouco transparentes e não conseguem entregar resultados. O nosso trabalho é fazer uma ponte, auxiliar nesse diálogo”, diz a advogada Patricia Mussi, diretora do Ajuda Paraná.

No momento, o Ajuda Paraná está cadastrando organizações da sociedade civil que, no futuro, poderão ser apresentadas a potenciais doadores. Cerca de 50 instituições de Curitiba e região metropolitana estão em fase de cadastramento.

O primeiro passo do cadastro é o preenchimento de um formulário no site do instituto com 70 questões sobre a história e o funcionamento da organização social que busca doações. Na sequência, o Ajuda Paraná levanta a documentação da instituição e verifica se ela tem pendências em bancos de dados de crédito, como o Serasa, ou no Tribunal de Contas. O passo seguinte é uma visita para conhecer in locoo trabalho desenvolvido.

Gestão do investimento

Para as empresas, o Ajuda Paraná oferece toda a gestão do investimento social, desde a criação do plano, com a definição da causa que será beneficiada e da organização que vai receber a doação, até a medição dos resultados. Quem vai garantir que os recursos sejam aplicados corretamente é o próprio instituto, que periodicamente vai preparar relatórios de prestação de contas financeiros e técnicos.

“A mera prestação de contas financeira, como a que é exigida pelo setor público em seus convênios, não garante que o dinheiro doado está sendo aplicado em projetos eficientes, que efetivamente deem retorno do ponto de vista social”, explica Patricia. “Traduzir em números o impacto social é um desafio, e a própria organização aprende muito nesse processo de se adequar à linguagem empresarial.”

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